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terça-feira, 28 de maio de 2013

Hamilton diz não estar preocupado com escândalo da Mercedes, e sim em melhorar seu desempenho


Após ver seu companheiro de equipe Nico Rosberg dominar o final de semana em Mônaco, o piloto inglês diz estar focado em melhorar seu desempenho, ao invés de pensar em escândalo com teste de pneus da equipe Mercedes




Pelo jeito o domínio exercido por Nico Rosberg no final de semana em Monte Carlo mexeu com o brio de Lewis Hamilton, o piloto inglês, quando questionado sobre o escândalo envolvendo um teste secreto de sua equipe, que pelo regulamento atual da categoria é proibido, foi categórico; Tenho que concentrar em mim e tentar melhorar meu desempenho. O teste é uma coisa para os jornalistas conversarem, falarem até com a Pirelli, nada tem a ver conosco. Eles nos pediram para fazer um trabalho e nós fizemos. Foi legal" frisou o campeão mundia de 2008.]

Ainda sobre sua performance em Monte Carlo, Hamilton admitiu que precisa pensar em melhorar alguns pontos e descartou fase de adaptação pelo desempenho abaixo das expectativas.

"Tenho que dar um passo atrás, reavaliar algumas coisa para seguir em frente.Vou tirar um tempo para fazer essa avaliação, não estou sendo rápido o bastante então preciso melhorar. Nada tem a ver com adaptação à equipe ou ao carro, apenas preciso evoluir" concluiu o inglês.

Após análise, Ferrari conclui que a quebra da suspensão causou o acidente de Felipe Massa em Mônaco

Massa foi levado ao hospital após sofrer dois acidentes em menos de 24 nas ruas de Monte Carlo, felizmente o brasileiro sente apenas dores musculares e está liberado para a próxima etapa do mundial de Fórmula 1.




A escuderia Ferrari, após analisar o carro de Felipe Massa na fábrica em Maranello, concluiu que o acidente sofrido pelo brasileiro na vigésima oitava volta do GP de Mônaco foi causada por uma quebra da suspensão dianteira esquerda do bólido italiano.

O diretor-técnico do time, já havia declarado após a prova, que com certeza o acidente sofrido pelo piloto do carro número quatro havia sido causada por falha de algum componente da parte dianteira esquerda do carro, mas que uma análise na fábrica do time era necessária para se saber exatamente o que de fato causou a batida.

Os carros de Fernando Alonso e Felipe Massa serão avaliados no departamento de montagem da Ferrari, para que o problema não se repita no GP do Canadá, daqui a duas semanas, no circuito Gilles Villeneuve.

No site da escuderia, Stefano Domenicali disse; "A melhor notícia de Monte Carlo é que Massa se encontra bem, dois acidentes forte em menos de 24 horas e tudo que se manifesta é uma pequena dor muscular. Felizmente não há outras lesões" finalizou o chefe da equipe.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Visão do torcedor


Nereide  é  advogada aposentada, um dos seus passatempos preferidos é acompanhar os mais diversos esportes, e justamente por isso a sua coluna irá contar um pouco da visão do torcedor ao acompanhar uma prova de Fórmula 1. Com 72 anos, ela é a mais experiente na redação do Live Timing Motorsport.





Mônaco, onde mesmo após tantos anos da morte de Ayrton Senna, este continua sendo o rei. No domingo(26) quem venceu foi Nico Rosberg. Dominou de ponta a ponta e não teve pra mais ninguém.

A corrida, a princípio, estava cansativa, chata mesmo, sem criatividade ou arrojo. As máquinas da Mercedes ditavam o ritmo da prova, e este era muito lento.

Felipe Massa bateu forte no sábado, não participou do treino oficial e saiu atrás. Alonso estava mal classificado, em 6º lugar no grid e na largada não conseguiu ganhar posições.

O marasmo continuava, e para nossa tristeza, Massa bateu forte novamente, o safety car entrou na pista e após a relargada alguns pilotos voltaram mais arrojados deixando o grande prêmio de Mônaco um pouco mais interessante em termos de corrida.

Após Maldonado bater forte e obstruir a pista, foi agitada a bandeira vermelha para que tudo fosse colocado no lugar.

Corrida parada,e , após tudo consertado, nova largada e Hamilton, Pérez e Sutil abrilhantaram a corrida com ultrapassagens em lugares quase impossíveis  que transformaram o espetáculo. O mexicano, porém, abusou e ficou fora, Sutil passou Alonso com um golpe de mestre (foi chato, para Alonso é claro).

Rosberg, Vettel e Webber formaram o pódio com a maestria de sempre e com a qualidade de suas máquinas.

Para encerrar, um comentário extra; Acho que Barrichello está mandando muito bem como comentarista (opinião minha, é claro).

Diretor-técnico da Ferrari admite falha mecânica no carro de Felipe Massa em acidente no GP de Mônaco


Acidente sofrido por Felipe Massa no domingo, pode ter sido causado por falha mecânica da F-138, no entanto, a equipe Ferrari alerta que é cedo para afirmar o que aconteceu e que pretende descobrir a causa do acidente na fábrica em Maranello.





Se aos olhos do público os dois acidentes sofrido por Massa em Monte Carlo foram iguais, Pat Fry, diretor-técnico da escuderia Ferrari alertou; "Apesar da semelhança, o acidente sofrido por Felipe no sábado aconteceu por um erro dele, hoje uma falha na parte dianteira esquerda do carro pode ter sido a causa do novo acidente" comentou.

Quando perguntado sobre qual teria sido o problema na parte dianteira esquerda do carro, Fry foi enfático;
"É muito cedo para  descobrir exatamente o que aconteceu, mas vamos tentar descobrir a causa exata em Maranello" finalizou o integrante da escuderia italiana.

EDITORIAL: Os ídolos do presente no automobilismo brasileiro


Com uma história rica no automobilismo europeu, o foco da torcida brasileira passa longe das provas norte americanas, onde há muito tempo o país vem acumulando conquistas.






A vitória de Tony Kanaan na Indy 500 talvez represente mais do que um grande triunfo para o automobilismo brasileiro, há muito tempo, o esporte a motor carece de um grande ídolo para alavancar o interesse do público local pelo esporte.

É fato, que os títulos na Fórmula 1 desde Emerson Fittipaldi, passando por Nelson Piquet e Ayrton Senna, fizeram dos torcedores do Brasil um público fiel a categoria europeia, e hoje em dia, com tantos brasileiros fazendo sucesso fora da Europa, está na hora de mostrar para os amantes do automobilismo que existe vida fora da do velho mundo.

Para os leitores que não sabem, a prova de Indianápolis possui uma das mais ricas histórias do automobilismo mundial, sua primeira edição foi em 1911, antes mesmo de ser disputada a primeira temporada da Fórmula 1, em 1950.

Em mais de 100 anos de história, as 500 milhas coleciona em seu repertório, equipes e pilotos que marcaram época no mundo do automobilismo. Entre 1950 e 1960, a prova fez parte do calendário da categoria máxima do esporte a motor, mas mesmo após a saída da Fórmula 1 de Indianápolis, grandes equipes da categoria europeia mandavam seus carros e pilotos para tentar vencer a mística prova norte americana.

A Equipe Lotus, de Colin Chapman, foi um exemplo de escuderia da Fórmula 1 que venceu a prova mesmo sem a categoria de Bernie Ecclestone participar oficialmente do evento, o lendário Jim Clark venceu em 1965 e o campeão mundial Graham Hill triunfou na edição 1966, com a equipe Mecom.

Fica muito claro que hoje o país não tem um piloto com capacidade de disputar o título mundial na Europa, por outro lado temos uma gama de competidores em condições de levantar o caneco na terra do tio Sam.

Chegou o momento de pararmos para pensar, a Fórmula 1 extremante comercial como é atualmente, não dá  acesso aos pilotos com baixo aporte financeiro, bons pilotos ficam de fora do grid por não possuírem patrocínio para pagar por um lugar no certame, enquanto pilotos de capacidade duvidosa assumem os cockpits disponíveis, quando as equipes é que deveriam abrir os cofres para terem um bom piloto.

A vitória de Kanaan mostrou que existem ídolos  que honram as cores do Brasil no exterior, há muito tempo o país acumula bons resultados fora do velho continente, não é primeira vez que um brasileiro vence a famosa prova no oval de Indianápolis e também não é de hoje que o título da Indy é disputado por pilotos do nosso país.

Está na hora de pararmos de viver no glorioso passado europeu e passarmos a comemorar as vitórias de nossos representantes do presente.

Kanaan brinca após vitória "Agora vou ter que colocar minha cara feia no troféu"



















Kanaan celebra a primeira vitória na Indy 500 com muito bom humor, o baiano que já participou 12 vezes da prova, contando com a vitória de ontem, chegou aos boxes chorando e recebeu o carinho da esposa.





Após vencer as 500 milhas de Indianápolis neste domingo (26), Tony Kanaan quebrou um jejum de 11 anos  de tentativas sem sucesso de vencer a maior prova do automobilismo americano.

Após o triunfo, Kanaan chorou ao sair do carro e em tom de brincadeira falou; "Agora vou ter que colocar a minha cara feia no troféu", haja visto que os vencedores da famosa prova têm seus rostos esculpidos  e colocados no troféu.

Nota da redação: O maior problema será colocar o nariz na gloriosa taça.

domingo, 26 de maio de 2013

Kanaan vence corrida histórica e entra para o hall dos vencedores de Indianápolis


Em corrida muito disputada, Tony supera os adversários da Andretti e da Penske para vencer uma das mais importantes provas do automobilismo mundial e colocar seu nome na história do esporte.






Finalmente chegou a vez de Tony Kanaan vencer a tão sonhada 500 milhas de Indianápolis, foram anos batendo na trave, e em uma prova muito disputada, o bom baiano ultrapassou o atual campeão da Indy, Ryan Hunter-Reay para vencer a corrida restando apenas quatro voltas para o final.

A LARGADA

Após agitada a bandeira verde, Ed Carpenter manteve a liderança seguido de Muñoz e Marco Andretti, o estreante colombiano acabou sendo superado por Ernesto Viso e Andretti, terminando a primeira volta na quarta colocação.

Os maiores destaques da largada foram Tony Kanaan, Castroneves e Power que partindo do meio do pelotão, figuravam entre os ponteiros da prova.

Com apenas quatro voltas disputadas, Jr Hildebrand estampou o soft wall de Indianápolis após sair de traseira, forçando a entrada do safety car e acionando a primeira bandeira amarela do dia.

Na relargada, aquele que mais tarde seria o vencedor da prova, Tony Kanaan, saltava do quarto para o primeiro lugar. Em seguida houve uma sequência de voltas muto disputadas entre o líder Kanaan e  Marco Andretti.

Mais atrás a briga era acirrada entre Muñoz, quarto colocado, Hunter-Reay e Viso,enquanto isso o pole position Ed Carpenter mantinha com tranquilidade a terceira posição da prova. O duelo entre os primeiros colocados durou até a volta número vinte e nove, quando Tony abriu a rodada de pits stops.

SAFETY CAR

Sebastián Saavedra foi o responsável pelo acionamento da segunda bandeira amarela e nova entrada do safety car, o incidente aconteceu na volta trinta e seis quando o colombiano foi fechado por Justin Wilson na  tentativa de fazer a ultrapassagem.

O desenrolar da após a saída do carro madrinha foi de certa forma monótona, a briga pela liderança da corrida permanecia com os mesmos pilotos, Kanaan, Hunter-Ray, Andretti, Muñoz, Viso e Carpenter.

A terceira bandeira amarela da tarde foi provocada pelo líder do campeonato Takuma Sato, o piloto japonês rodou e por sorte não bateu no muro de proteção, com o auxílio dos comissários o piloto da Foyt conseguiu retornar à prova.

Com a prova em bandeira verde, surgiu a grata surpresa da prova, AJ Almendingler da equipe Penske, o piloto que não participa do campeonato da Indy, mostrou que sabia o que estava fazendo na pista e saltou das posições intermediárias para a liderança da Indy 500.

DEFINIÇÃO DA PROVA

Próximo a volta oitenta, a maior preocupação de equipes e pilotos era o consumo de combustível, naquele momento, ficou claro que correr "de cara para o vento" comprometia a estratégia de parada nos boxes, sendo assim, os pilotos passaram a aproveitar o vácuo dos adversários ao invés de assumir a liderança da corrida, algo incomum em corridas de carro.

Após realizada a penúltima rodada de pit stops, mais um brasileiro entrava na disputa pela vitória, era o piloto da Penske e tricampeão das 500 milhas Helio Castroneves.

Faltando 15 voltas para o fim da corrida começou a última rodada de parada nos boxes e os postulantes à vitória ficaram restritos a Runter-Reay e Kanaan, ambos nunca haviam vencido a prova mais importante dos Estados Unidos.

Tony bebe  o famoso leite dos vencedores da Indy 500
A briga entre os ponteiros era frenética, a cada volta a liderança da prova mudava de mãos, a torcida claramente era a favor do piloto brasileiro, mesmo com um piloto da casa lutando para triunfar em Indianápolis.

A corrida permanecia polarizada entre os pilotos da Penske e KV até que Graham Rahal, que ainda não havia aparecido na corrida, bateu o bólido contra o muro de proteção, obrigando mais uma vez o acionamento da bandeira amarela.

Após o incidente, estava claro que a pista poderia não ser liberada antes do fim das 200 voltas estabelecidas,porém, à apenas quatro voltas para o final,  foi agitada a bandeira verde, Kanaan como de costume largou muito melhor que seu adversário e assumiu a liderança das 500 milhas.

O duelo contra Ryan era difícil e quando tudo caminhava para uma disputa roda a roda até a última volta, Dario Franchitti bateu de frente no muro e provocou a última bandeira amarela do dia, esta resultou na vitória do brasileiro.

Ao final das duzentas voltas, Kanaan cruzou a linha de chegada, ainda sob bandeira amarela em primeiro lugar, o baiano chorava emocionado enquanto a torcida norte americana aplaudia um
dos mais carismáticos pilotos da Fórmula Indy.

A vitória na Indy 500, que a muito tempo escapava por entre os dedos do brasileiro, finalmente chegou.

CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DA INDY 500